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	<title>Transforma, Desenvolvimento de Competências</title>
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		<title>104. Como poderíamos viver sem vocês?</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 22:22:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu subi a escada para chegar à área de atendimento do banco e lancei um olhar para o grande salão. Havia muitos profissionais trabalhando em suas baias &#8211; defronte de telas de computador, falando ao telefone ou atendendo a clientes sentados à sua frente. E, pela primeira vez, observei que todos os funcionários eram mulheres. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu subi a escada para chegar à área de atendimento do banco e lancei um olhar para o grande salão. Havia muitos profissionais trabalhando em suas baias &#8211; defronte de telas de computador, falando ao telefone ou atendendo a clientes sentados à sua frente. E, pela primeira vez, observei que todos os funcionários eram mulheres. Nesse mesmo lugar, onde inicialmente eu só via homens, fui observando ao longo dos anos um aumento do número de mulheres, até que, dessa vez, os homens desapareceram por completo. Pensei que tivesse havido um motim; talvez as mulheres os tenham trancado &#8211; todos eles &#8211; no banheiro. Mas não! A razão dessa transformação está na evolução do mercado de trabalho, que agora exige uma qualidade que as mulheres têm mais que os homens: a Inteligência Emocional. É essa característica que tem proporcionado a elas a conquista de um número maior de postos de trabalho e, também, de posições de liderança, chegando até à presidência de grandes empresas.</p>
<p>Em termos simples, Inteligência Emocional se traduz na capacidade de conhecer e controlar as próprias emoções, de reconhecer as emoções do outro e de ter empatia, ou seja, de saber se colocar no lugar do outro. Você ainda duvida que as mulheres têm mais disso que os homens?</p>
<p>Ao mesmo tempo em que todos os funcionários eram mulheres, eu observei também que a maioria dos clientes eram homens. Ou seja, mesmo quando ocupam sua posição de direito no mercado de trabalho, as mulheres continuam servindo a nós, homens. E quando chegarem em casa, muitas delas continuarão nos ajudando, fazendo a dupla jornada como companheiras e como mães. Como poderíamos viver sem elas? Melhor dizendo, como poderíamos viver sem <em>vocês</em>? Digo <em>vocês </em>porque tenho mais leitoras que leitores (mais um sinal de Inteligência Emocional das mulheres!).</p>
<p>Obrigado por serem mais que bonitas. E obrigado à Rita, Denise, Taciana e Raulina, que me atenderam com tanta eficiência e delicadeza, inspirando-me a escrever esta mensagem.</p>
<p>Parabéns pelo seu dia!</p>
<p>Um beijo para todas,</p>
<p>P.S. Se quiser descobrir o segredo das mulheres, <a href="http://www.transformanet.com.br/nossos-servicos/desenvolvimento-humano/treinamentos-comportamentais/inteligencia-emocional/">clique aqui</a> para conhecer o treinamento em Inteligência Emocional da Transforma.</p>
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		<title>103. Vamos tocar a vida pra frente!</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Feb 2010 13:40:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existem certas coisas que queremos esquecer desesperadamente. Por isso, nem falamos delas. Mas, ao deixarmos de falar, elas nunca saem da nossa cabeça&#8230; nem da nossa vida. Por que então não criamos coragem para reconhecê-las com naturalidade e tocamos a vida pra frente?
Existem certas coisas que queremos ter desesperadamente. Por isso, as vemos em todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem certas coisas que queremos esquecer desesperadamente. Por isso, nem falamos delas. Mas, ao deixarmos de falar, elas nunca saem da nossa cabeça&#8230; nem da nossa vida. Por que então não criamos coragem para reconhecê-las com naturalidade e tocamos a vida pra frente?</p>
<p>Existem certas coisas que queremos ter desesperadamente. Por isso, as vemos em todas os lugares, não importa para onde olhemos. Talvez elas nem estejam lá, mas nós as vemos assim mesmo, pois as desejamos tanto. E por isso, elas nunca saem da nossa cabeça&#8230; e nunca entram na nossa vida. Por que então não criamos coragem para esquecê-las de vez e tocamos a vida pra frente?</p>
<p>Grande abraço</p>
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		<title>102. Cara ou coroa?</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:52:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na mensagem anterior eu me despedi de vocês dizendo que ia pegar o ônibus 116, aquele mesmo que, três vezes seguidas, eu havia visto passar antes que pudesse chegar na parada. Seria então de se esperar que dessa vez eu fosse mais feliz, certo? Errado! Como não tinha controle sobre o horário do ônibus e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="http://www.transformanet.com.br/um_minuto_pra_vida_toda/101-as-licoes-do-onibus-116/">mensagem anterior</a> eu me despedi de vocês dizendo que ia pegar o ônibus 116, aquele mesmo que, três vezes seguidas, eu havia visto passar antes que pudesse chegar na parada. Seria então de se esperar que dessa vez eu fosse mais feliz, certo? Errado! Como não tinha controle sobre o horário do ônibus e nem tinha hora certa para sair de casa, eu continuava à mercê da sorte, não importando o que tenha ocorrido antes. E o que aconteceu nessa quarta vez foi que eu esperei bastante tempo pelo ônibus.</p>
<p>O exemplo clássico da nossa falta de controle sobre muitas coisas é o lançamento de uma moeda. As chances são sempre iguais &#8211; de 50% &#8211; de obtermos cara ou coroa, não importando quantas vezes tenhamos obtido um resultado ou outro no passado. Experiências feitas por pesquisadores mostraram que, aumentando-se o número de jogadas, obtém-se grandes sequências de <em>cara </em>ou de <em>coroa</em>. Ou seja, mesmo que tenhamos obtido, digamos, <em>cara </em>muitas vezes, podemos voltar a obtê-la na jogada seguinte, pois ela continua tendo uma chance de 50% de acontecer. No entanto, apesar dessas sequências de um mesmo resultado, em longo prazo os números de <em>caras </em>e de <em>coroas</em> tendem a se igualar, já que elas têm probabilidades iguais de ocorrer.</p>
<p>Disso tudo, tiramos três lições para nossa vida:</p>
<p>1. Não adianta fazer a mesma coisa, da mesma maneira, esperando obter um resultado diferente.</p>
<p>2. Em muitos casos, podemos trabalhar para mudar a sorte. Para reduzir meu tempo de espera, eu poderia me informar (e até reclamar) dos horários do ônibus e sair de casa numa hora certa. Eu estaria assim fazendo algo para mudar o resultado esperado. Existe até uma expressão em inglês &#8211; <em>path dependence</em> &#8211; que expressa a dependência de certas coisas ao caminho que tomamos, ou seja, ao que fazemos antes.</p>
<p>3. Muitas outras coisas não dependem do caminho que percorremos. Nos jogos de azar, por exemplo, a sorte pende sempre para o cassino, pois os jogos são concebidos com uma probabilidade maior de ganho deste. Afinal de contas, o cassino paga todas as despesas e ainda obtém seu lucro com o resultado dos jogos. Por isso, o jogador que insiste em mudar a própria sorte está incorrendo no erro da primeira lição acima &#8211; o de fazer a mesma coisa esperando um resultado diferente.</p>
<p>Até a semana,</p>
<p>P.S. Use os links que eu tenho criado para reler outras mensagens que se relacionam com a mensagem atual. Na primeira linha desta mensagem, por exemplo, eu criei um link para a mensagem anterior.</p>
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		<title>101. As lições do ônibus 116</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Feb 2010 12:36:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Um Minuto pra Vida Toda]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante três dias seguidos, eu vi o meu ônibus – o 116 – passar justamente quando eu estava chegando na parada, antes que tivesse tempo de sinalizá-lo. Pensei então como era possível que isso acontecesse três vezes seguidas, e logo quando eu estava com pressa. Era muita falta de sorte!  A frustração de ver o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante três dias seguidos, eu vi o meu ônibus – o 116 – passar justamente quando eu estava chegando na parada, antes que tivesse tempo de sinalizá-lo. Pensei então como era possível que isso acontecesse <em>três</em> vezes seguidas, e logo quando eu estava com pressa. Era muita falta de sorte!  A frustração de ver o ônibus passar veloz, enquanto eu me quedava impotente e ansioso, me fez até lembrar da <em>Carolina</em> do Chico Buarque, que via a vida passar da janela. Como uma pessoa pode <em>ir pra frente</em> desse jeito!? Mas, para meu alívio, em dois desses episódios a falta de sorte foi logo compensada quando, em seguida, passou o Grande Circular, que também me serve.</p>
<p>Cheguei a algumas conclusões:</p>
<ol>
<li> Como eu não controlo o horário do ônibus nem tenho uma hora certíssima para sair de casa, fico à mercê da sorte. Na Europa e nos Estados Unidos, os horários em que o ônibus passa estão afixados na parada, e as pessoas podem até consultá-lo na web, imprimí-lo e carregá-lo no bolso – justamente para chegarem na parada a tempo. Conclusão: Podemos reduzir o papel da sorte em nossa vida, embora, no Brasil, restasse uma questão – como garantir horários certos nas condições de trânsito das nossas cidades? Condições essas que se agravam justamente porque os ônibus não têm horários certos, nos obrigando a usar os automóveis – um círculo vicioso sem fim.</li>
<li>Não devemos nos precipitar ao avaliar a nossa sorte, pois não sabemos o que vem depois – para o bem ou para o mal. No meu caso, veio o Grande Circular – para o bem.</li>
<li> Quando se fala numa coisa ou numa pessoa, ou quando se vive determinada experiência, ela logo aparece em nossa frente, ou se repete.  Comecei a pensar na sorte de alcançar o ônibus justamente depois que escrevi a <a href="http://www.transformanet.com.br/um_minuto_pra_vida_toda/por-que-erramos-tanto-10/">Mensagem 97</a>, sobre&#8230; isso mesmo, a sorte. Conclusão: Nossa percepção das coisas depende das experiências e dos pensamentos recentes.</li>
<li> Apesar dos relógios, a medida do tempo varia com as circunstâncias. Perder o ônibus quando se tem pressa aumenta a espera pelo próximo, mesmo que venha logo depois. Mas, se o tempo é tão variável, porque então sempre dizemos que tudo leva <em>quinze minutos</em> e também que já estamos esperando há <em>meia hora</em>?</li>
</ol>
<p>Agora me dê licença, que vou pegar o 116. Mas antes um grande abraço!</p>
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		<title>Na Mensagem 100, um tema para muita reflexão!</title>
		<link>http://www.transformanet.com.br/um_minuto_pra_vida_toda/na-mensagem-100-um-tema-para-muita-reflexao/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Feb 2010 00:32:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos conflitos no trabalho, na família e na vida em sociedade. Temos sempre a impressão que nossos interesses estão ameaçados e nos acautelamos e agimos contra aqueles que os ameaçam. Esses embates nos consomem muita energia, afastando-nos dos nossos objetivos e até nos fazendo perder oportunidades preciosas. Se a vida já é curta, vivê-la de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos conflitos no trabalho, na família e na vida em sociedade. Temos sempre a impressão que nossos interesses estão ameaçados e nos acautelamos e agimos contra aqueles que os ameaçam. Esses embates nos consomem muita energia, afastando-nos dos nossos objetivos e até nos fazendo perder oportunidades preciosas. Se a vida já é curta, vivê-la de forma conflituosa a torna mais curta ainda, pois nos sobra menos tempo para as coisas que nos são realmente caras.</p>
<p>Precisamos nos libertar dessa visão limitada, que coloca nosso interesse contra o interesse do outro, pois nem sempre os conflitos são uma disputa por interesses incompatíveis. Precisamos ter uma visão mais ampla da natureza deles, como eu descrevo a seguir:</p>
<p><strong>Conflitos de Comunicação</strong> &#8211; Acontecem por falhas na comunicação entre as pessoas. A mensagem de quem emite a comunicação &#8211; <em>a mensagem intencional</em> &#8211; é diferente do entendimento da outra pessoa &#8211; <em>a</em> <em>mensagem percebida</em>. Quando um gerente comunica mal uma instrução, por exemplo, seu subordinado não fará o trabalho a contento, embora os interesses de ambos sejam os mesmos. Portanto, para resolver esse tipo de conflito não adianta negociar interesses, é preciso aperfeiçoar a comunicação.</p>
<p><strong>Conflitos de Relacionamento</strong> &#8211; A convivência de longo prazo e o compartilhamento dos espaços &#8211; físicos, sociais ou psicológicos &#8211; podem desgastar as relações, criando um campo fértil para desentendimentos. É quando um casamento termina depois de décadas de <em>boa </em>convivência, como aconteceu com o ator Moacir Franco e sua mulher. Existe também a disputa natural que se instala entre irmãos, como no exemplo bíblico de Caim e Abel. Da mesma maneira, não teria sido uma disputa por espaço e por reconhecimento &#8211; e não a disputa por um pequeno jornal das Alagoas &#8211; a causa real do conflito entre Fernando Collor, o presidente, e Pedro, o irmão? Para resolver esse tipo de conflito, também não adianta trabalhar os interesses; deve-se trabalhar o relacionamento.</p>
<p><strong>Conflitos de Interesse</strong> &#8211; É claro que muitas vezes existem interesses incompatíveis, como no caso da disputa de dois profissionais por uma promoção ou pela chefia de um projeto. O atendimento do interesse de um representa o não atendimento do interesse do outro. Mesmo assim, podem existir soluções conciliatórias se houver um bom relacionamento e boa comunicação entre as partes. Nesses casos, trabalham-se os interesses, criando-se, por exemplo, uma compensação para aquele que tenha sido preterido.</p>
<p>Conclusão: Primeiro identifique a natureza do conflito, depois aja sobre ele. As respostas sobre o que fazer em cada caso encontram-se muito bem ilustradas nos treinamentos de <a href="http://www.transformanet.com.br/nossos-servicos/desenvolvimento-humano/treinamentos-comportamentais/administracao-de-conflitos/">Administração de Conflitos</a>, <a href="http://www.transformanet.com.br/nossos-servicos/desenvolvimento-humano/treinamentos-comportamentais/comunicacao-interpessoal/">Comunicação Interpessoal</a> e <a href="http://www.transformanet.com.br/nossos-servicos/desenvolvimento-humano/treinamentos-comportamentais/negociacao-e-relacionamentos/">Negociação Estratégica</a> da Transforma. Você não acha que sua empresa poderia se beneficiar deles?</p>
<p>P.S. Ultrapassei as 300 palavras, mas eu queria um tema marcante para uma mensagem com número tão bacana!</p>
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		<title>99. Raciocínio Lógico ou Raciocínio Crítico?</title>
		<link>http://www.transformanet.com.br/um_minuto_pra_vida_toda/99-raciocinio-logico-ou-raciocinio-critico/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 19:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ninguém pode negar a evolução do pensamento humano na compreensão do nosso comportamento e da funcionalidade da vida. Essa nova compreensão tem sido aplicada na gestão dos negócios e das empresas e deve ser utilizada também em nível pessoal, para nos ajudar a tomar decisões mais acertadas e a ter mais controle sobre nossa vida, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguém pode negar a evolução do pensamento humano na compreensão do nosso comportamento e da <em>funcionalidade </em>da vida. Essa nova compreensão tem sido aplicada na gestão dos negócios e das empresas e deve ser utilizada também em nível pessoal, para nos ajudar a tomar decisões mais acertadas e a ter mais controle sobre nossa vida, tornando-nos mais estratégicos. E aqui entra a questão do raciocínio &#8211; do qual, na verdade, existem dois tipos.</p>
<p>O <strong>raciocínio lógico</strong> é cartesiano e objetivo, fundamentando-se em dados concretos. Partimos de um ponto A e percorremos um caminho lógico até chegarmos a um ponto B. Por isso, é um raciocínio fácil de demonstrar e explicar.</p>
<p>O <strong>raciocínio crítico</strong> também se fundamenta em dados lógicos, mas vai além disso. Ele verifica a consistência dessa lógica, incorpora as lições do passado, projeta as implicações para o futuro, leva em conta as condicionantes externas e os aspectos subjetivos da questão. Por isso, exige mais experiência e requer uma explicação mais elaborada.</p>
<p>Outro dia eu conversava com a Kika, jovem médica e grande amiga, sobre a beleza e também sobre os desafios da carreira médica. E, por um desses caminhos que as conversas tomam, chegamos à questão do raciocínio que leva ao diagnóstico médico.</p>
<p>Um médico pode chegar a um diagnóstico a partir dos resultados de uma série de exames, que indicam a condição de seu paciente. Outro médico pode chegar a um diagnóstico <em>diferente </em>daquele indicado pelos exames, a partir de sua experiência clínica e da consideração de outros aspectos, inclusive subjetivos, que os exames não captaram. O primeiro médico fez um raciocínio lógico, o segundo fez um raciocínio crítico.</p>
<p>Sem o hábito do raciocínio crítico, acabaremos nos enganando e até culpando o cigarro e a Europa pelo fracasso dos casamentos, como eu escrevi na<a href="http://www.transformanet.com.br/um_minuto_pra_vida_toda/73-nao-acredite-em-tudo-o-que-voce-pensa/"> Mensagem 73</a>. E acabaremos acreditando em muita coisa falsa que nos é imposta.</p>
<p>A complexidade da vida moderna nos exige cada vez mais uma postura crítica diante das coisas. E o Brasil anda muito carente dessa postura. Portanto, fique esperto!</p>
<p>Grande abraço,</p>
<p>P.S. (1) &#8211; Obrigado a todos vocês que se preocuparam em confirmar que lêem, sim, esta newsletter. Estou feliz!</p>
<p>P.S. (2) &#8211; Confira o workshop de <a href="http://www.transformanet.com.br/nossos-servicos/desenvolvimento-humano/raciocinio-critico-e-tomada-de-decisao/">Raciocínio Crítico e Tomada de Decisão</a> da Transforma</p>
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		<title>98. Perguntas e Respostas</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 13:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na mensagem passada eu abordei o papel da sorte em nossa vida, colocando-a no mesmo nível da competência como fator de sucesso. Gosto de expressar esse tema de outra maneira, referindo-me à forma como as coisas se acomodam no mundo. Tudo depende dessa acomodação, que se dá de um jeito diferente para cada um de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="http://www.transformanet.com.br/um_minuto_pra_vida_toda/por-que-erramos-tanto-10/">mensagem passada</a> eu abordei o papel da sorte em nossa vida, colocando-a no mesmo nível da competência como fator de sucesso. Gosto de expressar esse tema de outra maneira, referindo-me à <em>forma c</em><em>omo as coisas se acomodam no mundo</em>. Tudo depende dessa <em>acomodação</em>, que se dá de um jeito diferente para cada um de nós, determinando a enorme falta de <em>justeza </em>do mundo. E gerando um grande <em>porquê </em>em minha mente, talvez também na sua.</p>
<p>Quando somos jovens temos respostas fáceis e apaixonadas para tudo, talvez até para a questão acima. Mas, à medida em que adquirimos mais experiência e sabedoria, começamos a duvidar de nossas próprias respostas. Passamos então a fazer cada vez mais perguntas &#8211; um traço das pessoas supostamente sábias.</p>
<p>Ultimamente, eu tenho duvidado dessa sabedoria, da sabedoria de fazer muitas perguntas. Estou convencido de que nem tudo no mundo pode ser explicado e compreendido, inclusive a forma como as coisas se acomodam. Por isso, hoje faço menos perguntas. Estou me acostumando com a falta de respostas, embora eu veja aí o perigo da acomodação&#8230; e do desencanto. Para evitá-los, vez por outra procuro temperar minhas perguntas com uma pitada de indignação, embora no Brasil o mais certo seria dizer <em>um caminhão de indignação</em> (<em>Oooops! Esta não é uma newsletter política!</em>)</p>
<p>Se você quer respostas para suas perguntas, tenha cuidado com o que pergunta.</p>
<p>Até logo mais,</p>
<p>P.S. Eu atrasei por uma semana o envio desta mensagem, mas não recebi uma única indagação, uma única pergunta, dos leitores. Será que vocês estão tão afogados no excesso de informações que também estão desistindo de fazer perguntas? Ou será que não tenho tantos leitores como imagino ter, pessoas que realmente lêem as mensagens? Pronto! Voltei a fazer perguntas.</p>
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		<title>97. Por que erramos tanto? (10)</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 18:45:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Porque nos falta sorte
Será que competência é suficiente para garantir o sucesso?
O professor Paul Shoemaker, especialista no assunto, costuma mostrar um fluxograma que coloca a competência e a sorte lado a lado como determinantes do resultado de qualquer empreendimento. Trata-se de fato difícil de aceitar, pois não gostamos de reconhecer a falta de controle sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Porque nos falta sorte</strong></p>
<p>Será que competência é suficiente para garantir o sucesso?</p>
<p>O professor Paul Shoemaker, especialista no assunto, costuma mostrar um fluxograma que coloca a competência e a sorte lado a lado como determinantes do resultado de qualquer empreendimento. Trata-se de fato difícil de aceitar, pois não gostamos de reconhecer a falta de controle sobre a vida. Por isso, eu aprecio quando uma pessoa bem sucedida admite o papel da sorte em sua vida, reconhecendo que outros também mereciam o sucesso, mas nunca conseguiram chegar lá.</p>
<p>Woody Allen tem dito que deve muito à sorte, acrescentando que tinha tudo para <em>dar errado</em>. Em <em>Match Point</em> ele aborda esse tema de forma brilhante. O filme começa mostrando que a vida é como uma bola de tênis, que, ao bater no topo da rede, pode selar a sorte dos jogadores, dependendo de que lado caia. E o final da história é surpreendente, mostrando como condicionantes incontroláveis podem determinar  o destino de uma pessoa.</p>
<p>Todos sabemos que o pão pode cair com o lado da manteiga para cima ou para baixo, determinando a sorte de quem o deixou cair&#8230; e de quem vai limpar o chão. Esse exemplo singelo pode ser generalizado para mil outras circunstâncias banais &#8211; como o jogo de dados, o lançamento de uma moeda ou o tempo de espera do ônibus &#8211; e também se aplica a circunstâncias importantes, que podem ter grande impacto em nossa vida. No caso do pão, você deve ter o cuidado de não deixá-lo cair, reduzindo assim o papel da sorte em sua vida &#8211; mesmo que não possa controlá-la. O mesmo vale, até certo ponto, para muitas outras coisas.</p>
<p>Tomara que esse ano lhe traga muita manteiga no pão (da boa). E tomara que você nunca deixe seu pão cair.</p>
<p>De qualquer modo, desejo-lhe muita sorte. Você vai precisar dela&#8230; em 2010 e sempre!</p>
<p>P.S. Eu publiquei quatro novos podcasts da <a href="http://www.transformanet.com.br/caixa-de-ferramentas/"><em>Caixa de Ferramentas</em></a>. Não deixe de ouví-los!</p>
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		<title>96. Comece com uma página em branco</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 03:14:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
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P.S. O mundo precisa de um recomeço, de uma resetagem. Para tanto, todos nós devemos recomeçar a partir de uma página em branco, como o espaço acima. Se quiser compartilhar sua reflexão e seus propósitos com os outros leitores, coloque aqui seu comentário. Ao escrever, você cria um compromisso com você mesmo. Que 2010 seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>P.S. O mundo precisa de um recomeço, de uma <em>resetagem.</em> Para tanto, todos nós devemos recomeçar a partir de uma página em branco, como o espaço acima. Se quiser compartilhar sua reflexão e seus propósitos com os outros leitores, coloque aqui seu comentário. Ao escrever, você cria um compromisso com você mesmo. Que 2010 seja de fato um Ano <em>Novo</em>.</p>
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		<title>podcast – Reflita antes de fazer</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Dec 2009 19:44:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elmer Ponte</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caixa de Ferramentas]]></category>

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